Ela: Um dia você vai tirar minha roupa, vai ouvir meu coração bater mais rápido a cada eu te amo teu. Dormiremos na mesma cama, com o mesmo cobertor, e brigaremos sempre porque tenho a mania de escovar os dentes, e melar toda a pia de pasta, e esquecer-se de limpar novamente. Comeremos muita besteira, tomaremos banho juntos, iremos a sorveteria, ao cinema nos finais de semana. Nossas conversas serão de imaginar nós mais na frente, refazer planos que tínhamos na infância. A distancia me impede de tanta coisa, só não de gostar mais ainda de ti a cada vez mais. E para tudo tem uma razão, vai que qualquer dia desses nós não nos encontramos por ai.
Ele: Nós ainda discutiremos quem lava a louça, quem fica com a bagunça e quem arrumara a cama. Vamos brigar por coisas fúteis, e acabar na cama, vamos nos intoxicar de besteiras, e ainda acharemos pouco. Nós amamos e acabamos nos perdendo dentro do outro, então serei o imã que puxa você, o que gruda e não divide. Vou lutar a cada instante para que minha única preocupação seja os quilômetros, que não exista outro alguém e nada nos atrapalhe, porque você gosta de felizes para sempre, e eu vou dar o nosso feliz para sempre.”
Nunca fui bom em falar de “nós”, descrever nossa relação ou coisa do tipo. Eu sempre tento, sempre escrevo o que vem a cabeça, falo sobre nossos momentos, nossas crises, alegrias… Sempre “nós”. Então decidi falar de você, de como é importante pra mim, de como completa minha vida, meus momentos, minha história - viu, já comecei a falar da gente -; gosto do jeito que me trata, do seu ciúmes bobo, de quando diz “tchau, você nem me dá atenção”, de quando me chama de idiota e lerdo e de como rir das minhas piadas sem graça - sempre acho que rir só pra não me deixar com cara de “ok, foi péssima” -; gosto do teu sorriso, dos teus olhos meio apertadinhos, do seu cabelo liso, do modo como se veste; gosto de quando me conta o que faz e eu digo “ah, hmm, legal” só pra te deixar com raiva e dizer que não quer contar mais nada; gosto da sua voz, de quando me liga e me deixa no “vácuo” pra responder alguém na sua casa, gosto até quando não consigo entender o que você diz e fico pedindo pra repetir mil vezes, de certa forma é bom, porque consigo escutar mais sua voz; gosto do tom de quando diz que me adora. Não passo muito tempo sem lembrar de você, você sabe que gosto de contar cada detalhe, contar tudo o que eu vejo, deve ficar até com raiva de quantas sms’s recebe do tipo “af, não tem nada na tv”ou “tô com fome, mas a preguiça está vencendo”; fico imaginando sua risada ao ler essas frases que te mando a todo momento. É que eu gosto sabe, gosto de te ter comigo, de como consegue me mudar, me adaptar a você; de como me deixa feliz. E não sei mais o que falar, e também não sei como terminar, nunca gosto dos finais que escrevo. Então vamos deixar reticências, pode até relacionar com a gente também, reticência no “nós”, porque não quero que acabe, você não aguentaria ficar sem mim, eu sei disso - sim, estou rindo e aposto que você também, sei que adora esse meu lado convencido também -. Então, que a gente se aguente por muito tempo, aguente cada segundo a saudade, a alegria, o amor; que a gente aguente a gente que fique insuportável aguentar - desse jeito contraditório mesmo, esse nosso jeito que completa um ao outro.”
verborragias; a gente se gosta, se curte, se aguenta - se ama.  (via tekpix)